A Fifa pode colocar o Botafogo na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro devido ao acúmulo de dívidas do clube. O time carioca soma quatro transfer bans neste momento, que, juntos, chegam a quase R$ 300 milhões e, por essa razão, pode acabar sendo seriamente penalizado pela entidade máxima do futebol.
Devido aos não pagamentos dos compromissos assumidos, o Glorioso foi impedido quatro vezes de registrar novos jogadores – três só no mês de maio. Caso não consiga quitar os débitos nos prazos estabelecidos, a instituição sofrerá punições ainda mais pesadas, como a perda de pontos no Brasileirão.
Para evitar que o pior aconteça, o Fogão precisa pagar R$ 287 milhões. Desse montante, a dívida mais pesada é a referente a contratação do meia-atacante Thiago Almada, realizada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos, no valor de R$ 120 milhões. A equipe estadunidense não aceita redução nem parcelamento.

Além do Atlanta, a agremiação de General Severiano deve R$ 85 milhões ao New York City por Santi Rodriguez, R$ 48 milhões ao Ludogorets por Rwan Cruz e R$ 34 milhões ao Zenit por Artur. Todos jogadores comprados durante a gestão de John Textor, que colocou o clube em uma situação para lá de delicada.
Dívida do Botafogo chega a quase R$ 3 bilhões
Esse dinheiro todo que o Glorioso deve aos times citados contribuem para a dívida estratosférica acumulada durante a era Textor. Atualmente, estima-se que a SAF botafoguense deva algo na casa dos R$ 2,7 bilhões.
Trata-se de uma das maiores dívidas do futebol brasileiro. Não por acaso, o clube tem procurado negociar diversas peças do elenco. O zagueiro Alexander Barbosa, que já foi apresentado pelo Palmeiras, é um exemplo.
Danilo, que tem sido um dos melhores jogadores do país na temporada, dificilmente continuará vestindo a camisa alvinegra no segundo semestre. São todas movimentações que visam arrecadar dinheiro e aliviar a situação da instituição.





