A Holanda contará com uma espécie de “Time B”, por assim dizer, na Copa do Mundo de 2026. Isso porque Curaçao, uma das 48 equipes presentes na disputa do principal torneio de futebol do planeta, é um país constituinte do Reino dos Países Baixos.
Embora esteja ligado ao território holandês, Curaçao funciona como uma nação independente, com seu próprio primeiro-ministro, parlamento e leis. Entre 1815 a 1828 e 1845 a 1954, o país fez parte da Colônia de Curaçau e Dependências. De 1828 a 1845 a ilha foi administrada como parte da Guiana Neerlandesa.
Entre 1954 a 2010, a nação formou parte das Antilhas Neerlandesa. Já a partir de 10 de outubro de 2010, o país foi administrado como “Território Insular de Curaçau”, sendo um dos cinco territórios que compunham as Antilhas Neerlandesas. Com a dissolução das Antilhas, a ilha tornou-se parte do Reino dos Países Baixos.

Essa ligação histórica e política, portanto, estará presente no Mundial deste ano, o primeiro a contar com 48 seleções. Principal força do Grupo F, a Holanda é a favorita a ficar com o primeiro lugar da chave e avançar para o mata-mata. Curaçao, por sua vez, é o azarão do Grupo E e surpreenderá se conseguir passar de fase.
Curaçao é o menor país da Copa de 2026
Dentre todos os países que estarão presentes na disputa deste ano, a ilha caribeña é o menor deles. Essa é a primeira vez que a nação de pouco mais de 150 mil habitantes terá a chance de estar no maior palco do esporte bretão mundial.
Em sua composição, o selecionado conta com uma maioria de jogadores que nasceu em diferentes países, mas que possuem laços familiares que permitem que eles joguem pela ilha localizada no Caribe. É o caso, por exemplo, dos irmãos Bacuna, que nasceram justamente nos Países Baixos.





