Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro no deserto do Saara, batizada de Spinosaurus mirabilis. O fóssil foi encontrado no Níger e pertence a um animal que viveu há cerca de 95 milhões de anos, no período Cretáceo.
O dinossauro media aproximadamente 13 metros de comprimento e apresentava uma grande crista craniana, possivelmente com até meio metro de altura. A descoberta inclui partes raras do crânio, algo incomum na paleontologia devido à fragilidade desses ossos.
A expedição foi liderada pelo paleontólogo Paul Sereno, que destacou a raridade do achado. Os fósseis estavam preservados em sedimentos fluviais, indicando que o animal viveu em uma região que, no passado, possuía grandes rios e vegetação abundante, cenário muito diferente do deserto atual.

Características e ambiente de vida
O Spinosaurus mirabilis é considerado uma das últimas espécies conhecidas de espinosaurídeos. Seus dentes longos e cônicos, entrelaçados, indicam uma dieta predominantemente piscívora, adaptada à captura de peixes.
A crista no crânio pode ter desempenhado função de exibição visual e comunicação entre indivíduos, possivelmente com cores vivas. A localização dos fósseis, a cerca de 1.000 quilômetros do antigo mar de Tetis, sugere que a espécie não era totalmente marinha, como se pensava para alguns espinossauros.
Em vez disso, provavelmente caçava em rios e áreas alagadas interiores, comportamento comparável ao de aves pescadoras atuais. A expedição ocorreu sob condições extremas, com temperaturas próximas a 50 °C, escassez de água e riscos logísticos e políticos.
Financiada por um doador anônimo, a pesquisa resultou na recuperação de fósseis que agora estão sendo analisados em Chicago, com planos de repatriação ao Níger. A descoberta amplia o conhecimento sobre a diversidade e adaptação dos espinosaurídeos.





