As donas de Google, Facebook, Instagram e outras empresas de tecnologia projetam arrecadar, juntas, investimentos bilionários em capital (capex). São cerca de US$ 650 bilhões que serão destinados à construção de novos data centers e os equipamentos necessários para fazê-los funcionar, como chips de inteligência artificial, cabos de rede e geradores de energia reserva.
Com esse movimento, Alphabet Inc., Meta Platforms Inc., Microsoft Corp. e Amazon.com Inc. buscam dominar o mercado de ferramentas de IA. Trata-se de algo sem paralelo neste século: a estimativa de investimento de cada uma das empresas supera o maior volume de capital já feito por outra corporação em um ano na última década.

Os modelos de software de ponta pretendidos pelas gigantes são extremamente caros e, consequentemente, exigem um investimento alto. São milhares de chips que custam milhares de dólares cada um. Gastos que se sustentam na ideia de que os produtos finais resultarão em um boom de receitas futuramente.
Essa movimentação também representa uma mudança de postura de grupos como o Meta e Alphabe, que costumavam destinar a maior parte de seus gastos a salários e ações concedidas a engenheiros e equipes de vendas.
Isso não é mais verdade, tendo em vista que só no ano passado a dona do Facebook gastou mais em projetos de capital do que em pesquisa e desenvolvimento pela primeira vez em seis anos.
Gastos em projetos de capital preocupa o mercado
Do ponto de vista do mercado, os investidores que compraram ações das big techs no último ano passaram e demonstrar um receio maior ao verem a disparada do capex.
Muitos, inclusive, venderam ações mesmo quando os negócios principais das empresas seguiram sólidos e com receitas acima das projeções.





