Entre os principais dilemas da vida adulta está: emprego onde se é feliz ou emprego onde se recebe altos salários. Em alguns casos, existe a possibilidade de conciliar ambos, porém, a tendência é de que seja preciso escolher um. Quando a prioridade é exclusivamente o segundo, o caminho continua duro.
A pessoa precisa de bastante qualificação e, em meio a isso, contatos, o famoso networking. Depois de anos de empenho, enfim, a oportunidade chegará e você não precisará mais se importar tanto com as faturas do seu cartão de crédito. Algumas vagas que aparecem no Brasil, aliás, pagam até 16° salário.
Trata-se do cargo de presidente de federação estadual de futebol. Durante os anos de Ednaldo Rodrigues na presidência da Confederação Brasileira de Futebol, o apoio dos mandatários estaduais, muitas vezes, foi em troca pelas mudanças e ajustes salariais dos cartolas.
Segundo uma reportagem do jornalista Allan de Abreu, da Revista Piauí, os presidentes das federações estaduais de futebol do Brasil recebiam em torno de R$ 215 mil por mês, além dos benefícios. Seja o 16° salário, como viagens pagas pela própria CBF para destinos diversos onde o “objetivo” seria acompanhar a Seleção Brasileira.

16º salário e muito mais causam escândalo dentro da CBF
O ajuste nas remunerações e o financiamento de viagens caras foram apenas algumas das mazelas de Ednaldo Rodrigues enquanto presidente da CBF. O ex-mandatário, que fez de tudo para se manter no cargo, perdeu força em meio às polêmicas e foi afastado de forma definitiva em maio de 2025.
A alteração na cúpula da entidade, pelo visto, colhe bons frutos. Samir Xaud, que comandava a Federação Roraimense de Futebol, assumiu a presidência e, desde então, tenta beneficiar o esporte no Brasil. Entre uma das ações, promoveu um novo calendário para 2026.




