Em meio a guerra com a Rússia, que já dura mais de três anos, a Ucrânia ganhou uma outra preocupação. Desta vez, a nova questão ucraniana envolve a Eslováquia e o fornecimento do petróleo russo para a Eslováquia.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, ameaçou cortar o fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia caso o reabastecimento de petróleo não aconteça neste início de semana por parte de Kiev. A ameaça foi feita por meio da rede social X.

De acordo com a publicação de Fico, “se o Ocidente não se importa que o gasoduto Nord Stream tenha explodido, a Eslováquia não pode aceitar que as relações eslovaco-ucranianas sejam um bilhete de ida que beneficia apenas a Ucrânia”.
Cortado há quase um mês, o gasoduto foi danificado por conta de um ataque de um drone russo, segundo Kiev. Para o primeiro-ministro eslovaco, porém, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está agindo de forma maliciosa em relação ao país.
“O Presidente ucraniano recusa-se a compreender a nossa abordagem orientada para a paz e, por não apoiarmos a guerra, está a comportar-se maliciosamente em relação à Eslováquia”, acrescentou Fico na postagem.
Hungria também pode cortar ajuda a Ucrânia
Além da Eslováquia, a questão do oleoduto danificado também envolve a Hungria. Devido a isso, os húngaros ameaçaram cortar um empréstimo de emergência de 90 milhões de euros aos ucranianos.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, acusou Kiev de “chantagear” o país por não ter retomado o transporte de petróleo. Assim como a Eslováquia, a Hungria também depende fortemente do petróleo russo e, inclusive, mantém relações próximas com Moscou.
Todo esse cenário se coloca como um desafio para os ucranianos. Isso porque a nação do leste europeu tem a Eslováquia como um de seus principais fornecedores de energia elétrica, preenchendo a lacuna deixada após ataques russos que danificaram gravemente seu sistema de rede elétrica.





