O Flamengo decidiu mandar Filipe Luís embora e, com essa decisão, precisou pagar uma bolada ao treinador e ídolo do clube. Enquanto isso, o Cruzeiro, que estuda fazer o mesmo movimento com Tite, precisaria de bem menos esforço para demiti-lo.
O contrato firmado entre Adenor e a Raposa é válido até dezembro deste ano. Por mês, o experiente profissional e sua comissão técnica custam aproximadamente R$ 2,5 milhões aos cofres da agremiação mineira. É a segunda comissão mais cara do futebol brasileiro, ficando atrás apenas da de Abel Ferreira no Palmeiras.

O compromisso não prevê o pagamento de multa rescisória, o que significa que o encerramento da parceria não exige obrigações de nenhuma das partes. Ou seja, se Pedro Lourenço, proprietário da SAF celeste, quiser encerrar o contrato, ele nada precisará repassar ao treinador e seus auxiliares.
Aliás, convém destacar que a ausência de multa rescisória foi uma condição imposta pelo próprio técnico para assinar com o Cruzeiro. Ele também determinou a duração de apenas uma jornada, enquanto os dirigentes cruzeirenses buscavam um acordo mais longo, com validade até o fim de 2027.
Flamengo pagou R$ 6 milhões de multa a Filipe Luís
A demissão de Filipe pelo Flamengo, questionada por parte da torcida e da imprensa esportiva, custou R$ 6 milhões. O valor é equivalente a três meses de salário do ex-lateral.
Campeão da Copa Libertadores e do Brasileirão em 2025, o técnico foi perdendo o prestígio com o início ruim de temporada. Diante das críticas crescentes, a diretoria rubro-negra optou pela demissão mesmo tendo pouco tempo desde a renovação.
Assim, Filipe ficou livre no mercado para definir o seu futuro. O Fla, por sua vez, acertou a contratação do português Leonardo Jardim, que até o ano passado comandava justamente o Cruzeiro, por onde fez um bom trabalho.





