A jornada de trabalho tem passado por transformações ao longo dos últimos 150 anos, especialmente nos países desenvolvidos. Atualmente, a média de horas trabalhadas é significativamente menor do que no século XIX, quando trabalhadores em países industrializados chegavam a trabalhar até 3.000 horas anualmente, o que equivale a cerca de 60 a 70 horas semanais.
Estudos recentes mostram que, em 2023, a situação dos países em desenvolvimento é bastante diferente. Por exemplo, um trabalhador indiano passava cerca de 1.000 horas a mais no trabalho em comparação a um alemão.
No Brasil, a média de horas trabalhadas foi de 1.993,72 horas, o que representa aproximadamente 33% a mais do que os alemães. Em 1950, os brasileiros trabalhavam cerca de 2.364 horas anuais, o que significa uma média de 9 horas diárias de segunda a sexta-feira.
Ranking das horas trabalhadas nas maiores economias
O ranking das 15 maiores economias do mundo revela que os países do grupo BRICS, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estão entre os que mais trabalham. Em 2023, a Índia liderou com uma média de 2.382,58 horas anuais, seguida pela China com 2.327,79 horas.
O Brasil, com 1.993,72 horas, ocupa a quarta posição, enquanto a Coreia do Sul também se destaca com jornadas longas, trabalhando mais de 7 horas por dia útil. Em contraste, as nações desenvolvidas apresentam jornadas de trabalho inferiores a 6,9 horas diárias.
Por exemplo, os Estados Unidos registraram uma média de 1.788,88 horas em 2023, enquanto o Japão, que é frequentemente associado a jornadas longas, teve uma média de 1.653,90 horas. A diferença nas horas trabalhadas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento demonstra um padrão de trabalho que ainda é desiguais globalmente.





