O orçamento do Pentágono para 2027, que foi recentemente divulgado, evidencia um aumento significativo nos gastos com defesa, totalizando US$ 1,504 trilhão (R$ 7,52 trilhões). Dentre esses gastos, uma parte considerável, quase US$ 75 bilhões (R$ 375 bilhões), é destinada a drones e suas contramedidas.
O aumento de 42% nos gastos com defesa é um reflexo da prioridade que os Estados Unidos estão dando às tecnologias associadas a drones. Além do investimento em drones, o orçamento prevê também US$ 54,6 bilhões (R$ 273 bilhões) para o Grupo de Guerra Autônoma de Defesa (DAWG), uma estrutura criada para desenvolver um exército de objetos voadores autônomos.
Essa iniciativa, que começou durante o governo Trump e foi expandida sob o governo Biden, visa fortalecer a capacidade militar americana em um cenário global competitivo, especialmente em relação à China.
Comparação com o Orçamento Brasileiro
Em contraste com os gastos americanos, o Brasil registrou um orçamento militar de US$ 23,9 bilhões (R$ 119,5 bilhões) em 2025, ocupando a 21ª posição no ranking mundial de orçamentos militares. Embora tenha havido um aumento de 13% em relação ao ano anterior, esse valor é significativamente inferior ao que os Estados Unidos destinam apenas para drones.
Apesar do aumento nos gastos, a participação das forças armadas na economia brasileira permanece estável. Em 2016, os gastos representavam 1,3% do PIB, caindo para 1,1% em 2025. Isso indica que, embora haja um incremento nos investimentos, as forças armadas não estão se tornando uma carga desproporcional para a economia nacional.
Na América do Sul, o Brasil é um dos poucos países a apresentar crescimento nos gastos militares, enquanto a Guiana também se destacou com um aumento de 16% devido a questões territoriais com a Venezuela.





