A demissão de Hernán Crespo do São Paulo virou um dos assuntos mais comentados do futebol brasileiro nos últimos dias. A saída do treinador argentino gerou debate justamente pelo impacto financeiro da decisão, algo que contrasta bastante com outra troca recente de técnico no país.
No caso do São Paulo, a conta não será pequena. O clube precisará pagar cerca de R$ 1,8 milhão ao próprio Crespo, valor equivalente a três salários previstos em contrato após a demissão antes do fim do vínculo.
Além disso, há também os custos envolvendo os profissionais que faziam parte da comissão técnica do treinador. Somados, os pagamentos previstos para esses integrantes chegam a cerca de R$ 630 mil, também referentes às cláusulas estabelecidas no acordo firmado com o clube.
No entanto, o valor final pode ser ainda maior dependendo de como a situação for tratada. Caso os direitos de imagem de Crespo e de sua comissão técnica entrem na conta, o custo total da demissão pode ultrapassar a marca de R$ 4 milhões.
A situação chama atenção justamente porque o contrato do treinador argentino era válido até o fim de 2026. Ou seja, a decisão de encerrar o trabalho antes do prazo acabou gerando um impacto considerável nas finanças do clube paulista.

Saída de Tite foi facilitada
Enquanto isso, a situação envolvendo Tite no Cruzeiro é bem diferente e até surpreendeu muita gente. O treinador foi demitido logo após o empate por 3 a 3 contra o Vasco, resultado que manteve o time sem vencer no Campeonato Brasileiro.
No entanto, a saída do técnico pode custar muito pouco ao clube mineiro. Isso acontece justamente por causa de uma cláusula contratual considerada incomum, que facilita a rescisão e praticamente elimina uma multa pesada em caso de demissão.





