Um estado brasileiro que abriga a melhor universidade do país também vem se destacando por outro motivo relevante. O levantamento mais recente sobre desperdício de água mostrou que essa unidade da federação concentra sete das 12 cidades brasileiras que atingiram padrões considerados de excelência no combate às perdas durante a distribuição.
Trata-se de São Paulo, que também é sede da Universidade de São Paulo (USP), classificada na 119ª posição geral. No estudo Perdas de Água 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, o estado apareceu com ampla presença entre os municípios mais eficientes do país.
A pesquisa avaliou os 99 municípios mais populosos do Brasil com base em parâmetros definidos pelo Ministério das Cidades. Os critérios analisam tanto a quantidade de água tratada perdida antes de chegar aos consumidores quanto o volume desperdiçado por ligação ativa ao longo do dia.
Entre as cidades que atenderam simultaneamente aos dois limites estabelecidos estão Suzano, Santos, São José do Rio Preto, Limeira, Campinas, Taubaté e Franca. A lista ainda inclui Goiânia, Teresina, Campo Grande, Petrópolis e Maringá.
Quando os indicadores são observados separadamente, o desempenho paulista fica ainda mais evidente. Ao todo, dez municípios do estado aparecem em pelo menos uma das listas de excelência, incluindo também São Bernardo do Campo, São Paulo e Itaquaquecetuba, justamente por apresentarem resultados destacados em um dos critérios analisados.

Investimentos ajudaram a reduzir as perdas
Parte desse cenário está relacionada às ações desenvolvidas pela Sabesp. Quatro das cidades que cumpriram os dois requisitos de excelência são atendidas pela companhia, enquanto as demais contam com gestão municipal dos serviços de saneamento.
Até 2029, a empresa prevê investir quase R$ 9 bilhões em programas de redução de perdas, renovação de redes e modernização dos sistemas. Além disso, também executa um amplo projeto de hidrômetros inteligentes e realizou ações que permitiram economizar 151 bilhões de litros de água na Grande São Paulo entre outubro de 2025 e março de 2026.





