Em meio a disputas comerciais, pressão militar e reconfiguração de alianças globais, os Estados Unidos vivem um momento de forte assertividade internacional, especialmente na América do Norte. Justamente nesse cenário, Washington passou a pressionar aliados estratégicos para manter contratos militares considerados essenciais.
Os Estados Unidos ameaçaram ampliar a presença de suas aeronaves no espaço aéreo do Canadá caso o país vizinho não avance com a compra de caças F-35 fabricados pela empresa americana Lockheed Martin. A declaração partiu do embaixador dos EUA em Ottawa, Pete Hoekstra, e gerou forte repercussão política.
Segundo Hoekstra, uma eventual redução no número de jatos comprados pelo Canadá criaria lacunas na defesa aérea conjunta do continente. Nesse caso, os EUA teriam de atuar diretamente para proteger a região, até mesmo utilizando seus próprios caças sobre território canadense.
O governo do Canadá passou a reavaliar o contrato após auditorias apontarem aumento expressivo no custo do programa, que saltou de cerca de US$ 19 bilhões para quase US$ 28 bilhões. A elevação do valor reacendeu o debate interno sobre soberania, gastos públicos e dependência militar.

Autoridades canadenses analisam alternativas ao F-35, como o caça sueco Gripen, que inclui propostas de produção local e geração de empregos no país. Justamente por isso, a possível mudança incomodou Washington, que vê o acordo como estratégico para sua indústria de defesa.
Especialistas afirmam que a pressão americana expõe uma relação desigual entre aliados históricos, baseada mais em interesses comerciais do que em cooperação. Até mesmo integrantes do governo canadense criticaram o tom adotado pelos EUA, classificando a ameaça como inadequada e excessiva.
O que acontece com uma invasão dos Estados Unidos no Canadá?
Uma invasão por parte dos norte-americanos em território canadense provocaria uma crise internacional imediata. Ruptura de alianças históricas, ativação das forças canadenses e pedidos de apoio a aliados como a OTAN, além de forte condenação diplomática, certamente seriam alguns dos pontos que viriam à tona.





