A exploração de terras raras em Goiás promete gerar mais de 12 mil empregos diretos nos próximos anos, conforme estimativas da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás.
Este projeto é impulsionado por um investimento significativo de 400 milhões de dólares dos Estados Unidos, que visa fortalecer a produção de minérios estratégicos na região. A Minaçu, localizada no norte de Goiás, é a única cidade fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais.
Exploração de terras raras: Desenvolvimento das mineradoras
Duas mineradoras operam em Goiás e podem gerar de 5 a 6 mil empregos diretos cada quando estiverem em plena atividade. A exploração de terras raras começou há três anos e, segundo o secretário Joel de Sant’Anna Braga Filho, a tecnologia é essencial para atrair investimentos e criar empregos.
A produção de terras raras envolve uma série de profissionais, incluindo geólogos, engenheiros de minas e técnicos em mineração. A gerente de projetos estratégicos do setor produtivo, Lívia Parreira, explica que a exploração de terras raras é uma atividade multidisciplinar.
As áreas que mais devem gerar empregos incluem pesquisa mineral, implantação das minas, beneficiamento e separação química. No curto prazo, haverá uma demanda significativa por geólogos, técnicos de mineração e operadores de equipamentos.
A médio prazo, a fase de beneficiamento exigirá profissionais com qualificações técnicas elevadas, como engenheiros químicos e especialistas em controle de qualidade. O termo “terras raras” refere-se a um grupo específico de 17 elementos químicos que são economicamente viáveis para extração.
Embora não sejam raros na crosta terrestre, esses elementos têm características que dificultam sua concentração e separação. Em Goiás, a Minaçu é o único município atualmente extraindo terras raras, com concentrações significativas de elementos como neodímio e praseodímio, que são altamente valorizados no mercado global.





