Os Estados Unidos possuem um programa de distribuição de renda que se destaca por ser mais amplo que o Bolsa Família no Brasil. O Alaska Permanent Fund Dividend (PFD) é uma Renda Básica Universal (RBU) regional, diferente dos programas de assistência social convencionais.
No Alasca, o PFD é acessível a qualquer residente que tenha vivido no estado por pelo menos um ano e tenha a intenção de permanecer. Essa abordagem é universal, pois não há distinção entre ricos e pobres; todos recebem o mesmo valor. Quase 90% da população do Alasca se beneficia do programa anualmente, o que demonstra sua abrangência e inclusão.
Em contraste, o Bolsa Família é um programa focado, destinado apenas a famílias que se enquadram em critérios específicos de renda. As famílias devem estar em situação de pobreza ou extrema pobreza, o que limita o acesso ao benefício a uma fração da população.
Origem do financiamento
O financiamento do PFD no Alasca não provém de impostos sobre a população. Em vez disso, ele é sustentado pelos royalties gerados a partir da exploração de petróleo, que foram investidos em um fundo permanente criado na década de 1970. Os dividendos pagos aos cidadãos são derivados dos lucros desse fundo, resultando em uma distribuição direta e sustentável de recursos.
Por outro lado, o Bolsa Família é financiado pelo Orçamento Federal, ou seja, depende da arrecadação de impostos gerais da União. Essa estrutura de financiamento implica que o programa brasileiro está sujeito a variações orçamentárias e políticas que podem afetar sua continuidade e valor.
Os pagamentos do PFD são feitos anualmente, geralmente em outubro, e o valor varia conforme o desempenho do fundo e decisões políticas. Nos últimos anos, os dividendos oscilaram entre US$ 1.000 e US$ 1.700 por pessoa, incluindo crianças.





