Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, levantou mais um alerta em relação ao consumo de uma das comidas preferidas dos brasileiros: a batata frita. Os resultados da pesquisa foram publicados no Brazilian Journal of Microbiology (BJM), da Sociedade Brasileira de Microbiologia.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Harvard, o consumo de batata frita, especialmente quando produzidas no óleo, em três dias da semana aumenta em 20% a chance de desenvolver a diabetes do tipo 2. Entre os brasileiros que sofrem com a comorbidade, cerca de 90% têm o tipo 2, segundo o Ministério da Saúde.
Como não há cura para diabetes, somente tratamentos de controle, é fundamental cuidar da alimentação. Aliás, não é preciso cortar a batata da sua rotina. Apesar da batata frita ter o gostinho que tantos brasileiros adoram, é possível dar novas utilidades ao legume, como no purê. Assim, não há riscos à saúde. Pelo contrário, benefícios.
Além do purê, existem outras receitas práticas e saudáveis com a batata. Nhoque de batata, salada de batata, hambúrguer de batata, batata assada, escondidinho de frango ou carne com batata. Todas essas receitas não exigem muita habilidade na cozinha, são gostosas e são uma alternativa à batata frita.
A pesquisa da Universidade de Harvard contou com a participação de 200 mil pessoas durante os anos de 1984 e 2021. Nenhuma dessas apresentava quadro de diabetes ou doenças cardiovasculares ou câncer quando o estudo começou. No entanto, ao término do estudo, 22.299 participantes tiveram uma alteração no cenário.
Vale ressaltar, porém, que só a redução no consumo de batata frita, açúcar e outros alimentos ultraprocessados pode não ser suficiente. A causa da diabetes envolve mais fatores, a exemplo de: pressão alta, recorrência na família, colesterol alto, doenças renais crônicas, distúrbios psiquiátricos etc.





