O México passa por diversas mudanças trabalhistas nos últimos meses como parte do pacote da prefeita Claudia Sheinbaum. Junto do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a executiva do país anunciou recentemente diretrizes específicas em relação às horas extras. A medida ocorre logo depois de regularizar uma nova jornada de trabalho.
Anteriormente, os trabalhadores tinham de trabalhar 48 horas semanais. No entanto, a partir do dia 01 de março será implementada a alteração: 40 horas semanais. As escolhas de Sheinbaum, que também aumentou o salário mínimo, refletem uma maior preocupação junto da classe trabalhadora no México.
As posturas, ao que tudo indica, positivas para os mexicanos, porém, refletem em uma oportunidade de fazer mais dinheiro. No México, os artigos que regem sobre as horas extras estabelecem uma restrição aos trabalhadores. Nem todos têm a possibilidade de garantir o direito ao estender a jornada.
Os artigos 173 e 180 estabelecem que os menores de idade, por exemplo, precisam ter um limite na participação para proteger os direitos trabalhos. Com isso, essas pessoas ficam proibidas de realizar as horas extras, caso necessário. A ação, no entanto, fica a critério dos envolvidos, que correm o risco de se envolver com a Justiça

México com um dos melhores salários mínimo da América Latina
É bem verdade que, no país, não há tamanha necessidade, por parte dos trabalhadores, de horas extras. De acordo com os dados divulgados pelo próprio Governo, o México é o terceiro representante da América Latina com o salário mínimo mais baixo. O valor fica na casa dos R$ 3.100. À frente aparecem Chile e Uruguai, respectivamente.
A posição alta na lista foi possível em meio a um aumento de 13% no salário mínimo. A prefeita Sheinbaum espera que a decisão compensa a redução na jornada de trabalho e mantenha o poder de compra para a economia local não estagnar.





