No entanto, a revolta em relação à Lei Orçamentária já iniciou nas universidades. De acordo com um cálculo da Associação dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), haverá um corte de R$ 488 milhões a 69 institutos. O que representa 7,05% a menos em relação ao Orçamento de 2025.
Além disso, a Andifes prevê uma redução em torno de R$ 100 milhões para a assistência estudantil na nova Lei Orçamentária. Assim, complicaria a situação da nova Política de Assistência Estudantil (PNAES) – Lei n° 14.914/2024. Outra reclamação é por conta do impacto na Coordenação do Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
“Estamos em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, escreveu a Andifes em comunicado oficial.
Por outro lado, o líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), celebrou a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária 2026, que só depende de Lula para entrar em vigor. Não há previsão para o Presidente da República sancionar (ou não).
O que disse Randolfe Rodrigues
“O Brasil está na sua menor média de desemprego da sua média histórica, 5,4%, e reduzindo, estamos com a menor média inflacionária desde o advento do plano real. A renda média do trabalhador brasileiro chegou ao seu melhor nível da história, R$ 3.800 e em janeiro melhora mais ainda, porque a partir de janeiro quem recebe até R$ 5 mil, que corresponde a 90% dos brasileiros que pagam imposto de renda, não pagarão mais imposto de renda devido ao projeto do presidente Lula aprovado pelo Congresso Nacional. Os brasileiros que recebem de R$ 5 mil a R$ 7 mil terão também desconto pagando menos imposto”.





