O túnel do Fehmarnbelt é um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos da Europa e pretende ligar a Alemanha à Dinamarca por meio do maior túnel subaquático do mundo. A obra está sendo construída a cerca de 40 metros abaixo do mar Báltico e utiliza uma técnica inédita: em vez de ser escavado em rochas, o túnel é formado por enormes blocos de concreto pré-fabricados.
Recentemente, a empresa dinamarquesa Femern instalou com sucesso um desses blocos no fundo do mar. Cada estrutura possui 217 metros de comprimento, 10 metros de altura e pesa cerca de 73 mil toneladas.
Ao todo, serão utilizados 89 blocos, posicionados em trincheiras escavadas no leito marinho e depois cobertos por areia e pedras para proteção. Com 18 quilômetros de extensão, o Fehmarnbelt será um marco da engenharia civil moderna.
Cada bloco é projetado para abrigar dois túneis rodoviários, dois ferroviários e um corredor de serviço destinado à manutenção e segurança. O projeto conta com forte apoio financeiro da União Europeia, que investe cerca de 1,3 bilhão de euros em um orçamento total estimado em 7,5 bilhões.
Impacto e desafios
A nova ligação reduzirá drasticamente o tempo de viagem entre os dois países. O trajeto feito atualmente por balsa, que leva quase uma hora, passará a durar apenas dez minutos de carro e sete minutos de trem.
A viagem ferroviária entre Hamburgo e Copenhague será reduzida de aproximadamente cinco horas para duas horas e meia. Apesar do avanço rápido na Dinamarca, o projeto enfrenta dificuldades na Alemanha devido à burocracia e à oposição local.
Desde 2020, mais de 12 mil objeções foram registradas no processo de autorização alemão, enquanto a Dinamarca recebeu apenas 43. Esses atrasos podem adiar a conclusão da obra de 2029 para 2031.





