O Japão parece que encontrou o poço de ouro há tanto tempo procurado. O país se tornou dependente da China em relação a alguns materiais importantes no contexto mundial, porém, pode mudar o cenário em breve. O governo realizou um anúncio para animar os especialistas e as projeções do futuro.
A notícia é sobre uma possível descoberta que promete transformar a economia do Japão. O navio de pesquisa científica Chikyu extraiu amostras de sedimentos ricos em terras rasas a uma profundidade de seis metros. Nunca houve esse processo em tamanha escala na história do país.
Melhor que ouro?
As terras rasas, que estão alocadas em um depósito no Japão, contêm metais em escassez no território. Não à toa, o país importa em torno de 70% dos materiais da China. Assim, a possível descoberta de um poço que vale mais do que ouro reverteria a relação de dependência e soberania.
De acordo com as estimativas iniciais, as águas ao redor de Minami Torishima, onde se fez a extração, tem mais de 16 toneladas de terras rasas. Caso os estudos confirmem a abrangência do material, o Japão passa a ter a terceira maior reserva do mundo e consegue suprir demandas por séculos.

Para que serve o mineral?
“Terras rasas” não diz muito pelo nome, mas contém elementos cruciais para a produção de diversos compostos a um Governo. Por exemplo, o disprósio é capaz de se transformar em imãs de alto desempenho – utilizados em mísseis. O ítrio é um dos componentes de lasers, telas e tecnologias de defesa.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, não está receosa e garante: “Este é um primeiro passo rumo à industrialização de produção local de elementos de terras raras no Japão. Nos empenhas para estabelecer cadeias de suprimentos resilientes e evitar a a dependência excessiva de qualquer país.”





