O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que a Universidade de Harvard pague uma indenização de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,3 bilhões, segundo publicação feita em sua rede social.
Na postagem, Trump afirmou que não deseja mais contato com a instituição e a acusou de ser fortemente antissemita. A declaração foi associada a uma reportagem do The New York Times sobre negociações anteriores entre a universidade e o Governo Federal.

Dependência de recursos federais
Trump citou trecho da matéria que afirma que Harvard depende do financiamento federal para manter seu modelo financeiro. Segundo ele, integrantes ligados à universidade acreditam que um acordo seria inevitável diante dos cortes de verbas de pesquisa.
No ano anterior, Trump afirmou que seu governo esteve próximo de fechar um acordo de US$ 500 milhões com Harvard. Em 2025, o Governo Federal cortou verbas da instituição e proibiu a matrícula de estudantes estrangeiros.
Os cortes de financiamento ocorrem em um momento de perda relativa de espaço das universidades americanas em rankings globais. Harvard caiu para a terceira posição em produção científica, enquanto universidades chinesas avançaram rapidamente.
Em dezembro, a administração Trump recorreu de decisão judicial que considerou ilegal o cancelamento de mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa. Um juiz determinou a retomada do financiamento, mas o governo sinalizou novas restrições.
A exigência de US$ 1 bilhão marca um novo capítulo da disputa entre Trump e Harvard, envolvendo recursos públicos, políticas acadêmicas e autonomia universitária. A universidade depende desses financiamentos para sustentar pesquisas, bolsas e sua posição no cenário internacional.
Mesmo mantendo liderança em alguns rankings, Harvard enfrenta incertezas com possíveis restrições futuras. A disputa com o Governo Federal ocorre em meio a mudanças no ensino superior e à crescente competição internacional na produção científica.





