Assim como ocorreu no Brasil recentemente, a Colômbia passou por diversos debates em relação ao uso de celulares nas escolas. Estudos foram feitos, iniciativas ocorreram, porém, nada de uma definição sobre o tema. Agora, porém, o Ministério da Educação se posicionou de forma definitiva.
As crianças não serão proibidas de utilizar os aparelhos eletrônicos nos ambientes de sala de aula. As autoridades acreditam que é importante existir espaços de conversas e consenso entre todas as camadas – professores, estudantes e pais – antes de uma atitude drástica e de proibição. Assim, caberá às próprias escolhas identificarem as melhores regras para si.
O Ministério da Educação, contudo, reforça e ressalta que o uso permanente de telas é capaz de gerar consequências negativas para os estudantes. Seja na aprendizagem como no desenvolvimento psicossocial. A análise é baseada em pesquisas e iniciativas realizadas anteriormente.
A União das Escolas Internacionais (Uncoli), em 2024, restringiu o uso dos celulares em 27 instituições de ensino da cidade de Bogotá. A proibição não ficou somente nas salas de aulas, como nos trajetos escolares. As avaliações apontaram para níveis melhores de atenção e participação em sala de aula.

É proibido usar celular nas escolas do Brasil?
Desde fevereiro de 2025, o Ministério da Educação no Brasil implementou a lei que restringe o uso – não proíbe – desses dispositivos nas escolas e redes de ensino públicas e privadas. Houve um debate intenso acerca dos prejuízos da presença constante dos aparelhos nas mãos das crianças e jovens.
As próprias instituições de ensino foram quem definiram as estratégias de implementação da lei. Por enquanto, ainda não há um estudo para entender os primeiros resultados, mas a tendência é de que sejam semelhantes aos da Colômbia.





