Uma missão estratégica da NASA avaliada em cerca de US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,6 bilhões) já tem previsão oficial de lançamento: final de 2028. O projeto, no entanto, chamou atenção por um detalhe incomum — ele pode seguir rumo a Marte sem carregar instrumentos científicos obrigatórios a bordo.
A escolha, obviamente, não é por questões financeiras. Diversas ferramentas poderiam ser implementadas em meio ao dinheiro disponível para a missão. Contudo, a crença é de que a adição de instrumentos é capaz de enfraquecer a proposta da NASA.
Diferente das missões tradicionais focadas em coleta de amostras ou análise do solo, esta missão tem como prioridade: Criar infraestrutura de comunicação orbital; Servir como ponte entre rovers e a Terra; Oferecer suporte de navegação e posicionamento; e Apoiar futuras missões, inclusive tripuladas.
Especialistas avaliam que a criação de uma rede de telecomunicações é essencial antes de qualquer avanço maior na exploração humana pois permitirá a capacidade de trocas de dados futuramente. Com isso, dificilmente as missões enfrentarão problemas desse sentido.

Competição com a NASA pela rede
A empresa estadunidense não está sozinha neste tema. Outras conhecidas pelo interesse em explorar Marte já se encontram em fase avançadas. A Rocket Lab e a Blue Origin, por exemplo, publicaram como se dariam os próprios procedimentos. A SpaceX de Elon Musk, muito provavelmente, vai colocar em campo o sistema Starship.
Não só por isso, a NASA precisa correr para iniciar a missão. Se não conseguir realizar em 2028, a empresa pode ter de adiar em mais dois (2030), por conta do alinhamento entre o planeta vermelho e a Terra.




