Quem pensa que cerveja e refrigerante são as piores bebidas para o fígado está completamente enganado. Embora não sejam boas para a nossa saúde de uma forma geral, longe disso, elas não são tão danosas ao órgão quanto os destilados.
Pelo menos é isso o que garante o farmacêutico e divulgador Sento Segarra. Segundo ele, a explicação está na reação química que ocorre no organismo quando consumimos esse tipo de bebida. Ao ingerir um destilado, o fígado é forçado a priorizar sua eliminação em detrimento de qualquer outra função.

É como se o órgão entrasse em modo de emergência porque precisa metabolizar um produto altamente tóxico. Utilizado neste tipo de bebida, o acetaldeído é um composto que é resultado metabólico do álcool e age diretamente como um veneno no fígado, atacando severamente o tecido hepático.
Os destilados, de acordo com o especialista, “matam as células do fígado, causam inflamação e bloqueiam sua capacidade de regeneração”. O bloqueio da regeneração é crítico, uma vez que impede que o órgão que é conhecido justamente pela sua resiliência de cumprir o seu papel.
Baixo consumo não é a solução
Para quem pensou que o consumo moderado ou esporádico dos destilados é a solução do problema, enganou-se novamente. De acordo com Segarra, duas doses por dia já são suficientes para sobrecarregar o fígado. E de pouco em pouco, os efeitos podem levar a danos irreversíveis que você pode carregar para o resto da vida.
Entre as questões mais sérias atreladas a esse tipo de bebida alcoólica estão a esteatose hepática e a cirrose, a mais grave delas. Por isso, o mais recomendado é cortar os destilados de vez. “Não importa se são apenas fins de semana, seu fígado não distingue entre feriados”, afirmou o farmacêutico.





