Um aviso a respeito de uma possível pandemia gerada na Amazônia deixou a população mundial em estado de alerta. Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA), o climatologista Carlos Nobre afirmou que a região pode perder até 70% de sua cobertura florestal nas próximas décadas caso o aquecimento global ultrapasse 2°C.
Como não poderia ser diferente, a informação ligou o sinal de alerta nas pessoas. Nobre teme o estabelecimento de um cenário irreversível. Com a degradação da floresta, a tendência é que o risco de novos surtos epidêmicos se eleve. Por isso, ações que visam frear esse processo são imprescindíveis.
Baseado em fundamentos científicos, um roteiro foi montado com esse objetivo visando os próximos quatro anos. Para os especialistas da área, é imprescindível insistir na ampliação dos compromissos assumidos na COP28, em Dubai, além de incrementar novas metodologias para contribuir com os trabalhos.

“Se ultrapassarmos entre 26% e 25% de desmatamento, perderemos a floresta. Já estamos em 18%. A degradação florestal pode liberar mais de 250 bilhões de toneladas de carbono e criar condições propícias para epidemias e pandemias em larga escala. Precisamos zerar o desmatamento de todos os biomas e reduzir 75% das emissões de combustíveis fósseis”, explicou Carlos Nobre.
Diretora cobra ações urgentes para salvar a Amazônia
A diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt, exigiu uma mudança firme de postura em relação ao desmatamento. Dados apontam que a temperatura global está próxima de superar 1,5ºC. Caso os termômetros marquem 2ºC, o temor é que nenhum plano de contingência seja suficiente para salvar a floresta mais importante do planeta.
“Não estamos apenas perdendo florestas e biodiversidade, mas arriscando perder completamente os serviços ecossistêmicos que elas prestam ao planeta. A ciência é clara: a maior parte do desmatamento profundo ocorre nas florestas tropicais, essenciais para mitigar e adaptar o clima. Esta é a maior participação indígena que já vi. Eles estão pedindo o fim do desmatamento e exigindo restauração”, disse Schuijt.





