O Governo Federal implementou uma nova regra no Bolsa Família que passa a exigir a identificação biométrica para garantir a continuidade no recebimento do benefício. A medida foi criada para aumentar a segurança do programa, reduzir fraudes e confirmar que os valores chegam aos beneficiários corretos.
A biometria utiliza impressão digital e foto, permitindo reconhecimento imediato e diminuindo o risco de cadastros irregulares. A exigência começa pelas novas concessões, ou seja, quem solicitar o benefício a partir de agora já precisará registrar a biometria.
Já os beneficiários antigos terão um prazo mais amplo para realizar a atualização, garantindo que todos possam se adequar sem prejuízo ao recebimento. Estão isentas da obrigatoriedade pessoas com mais de 80 anos ou com dificuldades de mobilidade, consideradas pelo governo como grupos que demandam atendimento diferenciado.

Como a nova regra será aplicada
Para facilitar a implantação, o governo firmou parceria com a Caixa Econômica Federal, que já possui cerca de 90% dos cadastros biométricos dos inscritos no programa. O Rio Grande do Norte será o primeiro estado a adotar o novo modelo, que depois será expandido gradualmente para todo o país.
A atualização é vista como uma forma de modernizar o Bolsa Família e aprimorar o controle das informações. Com uma base de dados mais precisa, o governo pretende melhorar o monitoramento das famílias e evitar pagamentos indevidos, fortalecendo o uso dos recursos públicos.
Mesmo reconhecendo a importância histórica do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prioridade futura é diminuir a dependência da população ao benefício. Ele destacou que investimentos em educação e qualificação profissional são essenciais para que mais famílias alcancem autonomia financeira.





