Um país tem sido denominado de “Nova Suíça da América do Sul” devido à sua estabilidade fiscal, regime de impostos baixos e um ambiente favorável para negócios. O país adota um sistema tributário conhecido como 10-10-10, que se traduz em uma taxa fixa de 10% sobre a renda, o que atrai tanto empresas quanto imigrantes, especialmente brasileiros.
Em 2026, o Paraguai deverá registrar um crescimento do PIB superior a 4%, conforme previsão do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nos últimos três anos, o país teve um crescimento médio de 5,5% ao ano, superando a média regional da América Latina.
Esse desempenho é resultado de um sólido crescimento do consumo privado, investimentos e exportações, sustentados por uma gestão macroeconômica disciplinada e reformas graduais.
Estabilidade Macroeconômica
A estabilidade econômica do Paraguai foi consolidada por um regime de metas de inflação estabelecido em 2011, que manteve a inflação em 3,1% em 2025. A Lei de Responsabilidade Fiscal, implementada em 2013, ajudou a reduzir o déficit fiscal para 2% do PIB, mantendo a dívida pública entre as mais baixas da região.
O Banco Mundial destaca a significativa redução da pobreza no Paraguai, que caiu de mais de 50% para 16% em 2025, devido à expansão do emprego formal. Nos últimos dois anos, cerca de 300 mil pessoas saíram da pobreza, principalmente devido ao aumento da renda do trabalho nas faixas mais baixas da distribuição.
O Paraguai tem atraído investimentos em diversos setores, incluindo o comércio, a construção civil e a indústria. A energia hidrelétrica proveniente das barragens de Itaipu e Yacyretá oferece uma vantagem competitiva, permitindo custos mais baixos para a indústria.
Apesar do crescimento, o Paraguai enfrenta desafios fiscais que exigem reformas estruturais. A necessidade de grandes projetos de investimento e parcerias público-privadas é urgente.
Além disso, ajustes fiscais e melhorias no sistema judicial são essenciais para fortalecer as instituições. O país também precisa lidar com a acumulação de dívidas a fornecedores, que representa 2,7% do PIB e pode gerar pressões adicionais sobre o déficit.





