Em março, o Banco do Brasil anunciou uma parceria entre a Fundação BB e a Secretaria-Geral da Presidência da República para criar pontos de apoio destinados a entregadores de aplicativos. A proposta busca ampliar condições de saúde, segurança, inclusão produtiva e bem-estar para trabalhadores que atuam com entregas urbanas em diferentes regiões do país.
O acordo prevê espaços padronizados com estrutura voltada às necessidades diárias desses profissionais. As unidades terão banheiros, áreas de descanso, pontos de hidratação e locais para recarga elétrica. A expectativa inicial é implementar cerca de 100 pontos de apoio, com investimento estimado em R$ 24 milhões.
Estrutura pretende atender necessidades básicas
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, muitos entregadores não possuem locais adequados para parar durante a jornada de trabalho. Ele afirmou que a criação dos pontos de apoio poderá facilitar atividades simples, como carregar o celular, descansar e utilizar banheiros durante o expediente.
O projeto também considera vulnerabilidades enfrentadas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e pela população negra, maioria entre os trabalhadores do setor. Parte significativa desse grupo vive em periferias urbanas, fator considerado no desenvolvimento da iniciativa apresentada pelo Governo Federal em parceria com a Fundação BB.
Implementação terá duração inicial de 24 meses
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que apoiar ações voltadas às condições de trabalho faz parte do compromisso social da instituição. Já o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, declarou que o acordo busca ampliar o acesso a direitos básicos e contribuir para políticas públicas permanentes direcionadas aos entregadores de aplicativos.
Na fase inicial, a recomendação técnica prevê a instalação de até 20 unidades para testes de gestão, operação e monitoramento antes de uma possível expansão nacional.
Cada espaço contará com mobiliário interno e externo, iluminação e estrutura para higiene menstrual, além de água potável gratuita. O plano desenvolvido pela Fundação BB pretende avaliar o funcionamento das primeiras unidades antes de ampliar o projeto para outras cidades brasileiras, seguindo critérios definidos durante a etapa inicial de implantação.





