A Organização Meteorológica Mundial (OMM), parte da ONU, divulgou um relatório preocupante sobre a situação climática na América Latina, incluindo o Brasil. O documento destaca o aumento significativo de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e crises hídricas.
A América Latina está enfrentando um fenômeno conhecido como “efeito chicote hidrológico”, que resulta em longos períodos de seca seguidos por chuvas intensas. Essa alternância tem causado sérios riscos, incluindo enchentes, deslizamentos de terra e a escassez de água potável.
O relatório da OMM aponta que a combinação do aquecimento global com fenômenos naturais, como El Niño, tem acelerado essas mudanças, impactando a economia e a vida social na região.
Realidade Brasileira
O Brasil é mencionado como um dos países que estão ampliando seus sistemas de monitoramento climático e prevenção de desastres. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) anunciou a intenção de dobrar o número de municípios monitorados, passando de mil para dois mil até o final do ano.
O relatório também revela que cerca de 13 mil mortes anuais estão associadas ao calor extremo em 17 países da América Latina. Esse número pode ser subestimado, uma vez que muitos países ainda não contabilizam adequadamente os óbitos relacionados a ondas de calor.
As temperaturas, que frequentemente superam os 40°C, têm pressionado os sistemas de saúde e a produção agrícola. Além das ondas de calor, a OMM alerta para o derretimento das geleiras nos Andes, que ameaça o abastecimento de água de milhões de pessoas.
Estima-se que cerca de 90 milhões de habitantes dependam da água proveniente dessas geleiras, especialmente em países como Chile, Peru e Colômbia. O derretimento das geleiras e a intensificação de tempestades tropicais são questões que exigem uma resposta urgente.
Diante desse cenário alarmante, especialistas da ONU enfatizam a importância de desenvolver sistemas de alerta e infraestrutura urbana resiliente. A cooperação regional é essencial para enfrentar os desafios impostos por enchentes, secas e ondas de calor, que devem se intensificar nas próximas décadas.





