Um país intensificou articulações diplomáticas para se tornar parceiro do Brasil no BRICS e avançar no processo de adesão ao grupo. A informação foi confirmada pelo ministro de Relações Exteriores e Comércio Internacional, Amon Murwira, em entrevista ao The Herald, parceiro da TV BRICS.
Segundo ele, o país ampliou o diálogo com todos os Estados-membros como parte da estratégia de engajamento internacional. De acordo com Murwira, a participação em grupos como o BRICS é considerada essencial para aumentar a presença econômica do Zimbábue na comunidade internacional.
O ministro afirmou que o presidente Emmerson Mnangagwa o encarregou de supervisionar diretamente o processo de aproximação com os integrantes do bloco. O governo zimbabuano declarou já ter feito abordagens formais a todos os países membros.

Apoios e expectativas do governo zimbabuano
O Zimbábue já havia manifestado interesse formal em aderir ao BRICS e ao Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS. Rússia, África do Sul e Brasil declararam apoio público à candidatura do país africano.
Segundo o governo, a intenção é participar do grupo dentro das categorias previstas pela estrutura do bloco. O analista político Methuseli Moyo avalia que a adesão ao BRICS pode aprofundar relações econômicas e diplomáticas com economias emergentes.
Para ele, o ingresso fortaleceria a cooperação Sul-Sul e ampliaria possibilidades de colaboração em áreas como comércio, turismo e transferência de tecnologia. No âmbito do Banco do BRICS, a entrada permitiria acesso a financiamentos voltados ao desenvolvimento sustentável.
Dados do Banco Mundial mostram que o Produto Interno Bruto do Zimbábue alcançou 44,19 bilhões de dólares em 2024, o equivalente a R$ 232,2 bilhões. Esse valor representa cerca de 0,04% da economia mundial. O PIB per capita registrado no período foi de 1.420,80 dólares, segundo dados oficiais divulgados pelo organismo internacional.





