O trabalho e o serviço continuam para muitas pessoas durante os meses de dezembro e janeiro. As crianças, porém, se veem diante das férias escolares e, com isso, ficam muito mais nos lares à espera de atividades. Alguns acreditam que é uma perturbação, outras enxergam a oportunidade de se aproximar dos filhos e filhas com novas brincadeiras.
No entanto, não basta fazer companhia às crianças durante as férias escolares e pensar em atividades. Os pediatras e especialistas no cuidado alertam para uma nova missão: proteção. É preciso que os pais e responsáveis fiquem ainda mais atentos aos filhos e filhas no período. Aliás, estão sob a supervisão dos mesmos.
O pediatra e alergista do Hospital Santa Catarina–Paulista, Josemar Lídio de Matos, por exemplo, explica que antes de aproveitar uma viagem ou parque, vale a atenção. “É preciso ver se é um parquinho em que os brinquedos estão conservados, são seguros, se tem um piso que absorve impacto em caso de queda.”
O especialista ainda complementa que em hotéis ou clubes, “deve-se averiguar se oferecem sistemas de segurança, como rede nas janelas, proteção de piscinas para que os pequenos não caiam, se a área da piscina está isolada”. Como diria o velho ditado: segurança em primeiro lugar.
Cada criança com suas férias escolares
Josemar Lídio de Matos revela que as atividades e os cuidados com as crianças dependem da faixa etária. Ou seja, filhos e filhas de três, vale uma atenção redobrada para quedas. “É a queda do sofá, é a queda da cama. A família viaja para uma casa e aí, na hora de dormir, não vai ter o berço da criança. Ela dorme em uma cama mais alta, cai e bate a cabeça. São os traumas.”
Além disso, existem os riscos com queimaduras quando a criança faz contato com produtos aos quais não está acostumado; e com intoxicação alimentar. Pelo “mesma” justificativa. É um ambiente novo e, com isso, não faz parte da rotina dos filhos e das filhas.





