Mesmo com ampla aceitação internacional, brasileiros ainda encontram dificuldades para entrar em destinos que adotam políticas rígidas de controle ou apresentam contextos internos delicados. Entre esses países, o Butão chama atenção por limitar a presença de turistas por meio de uma taxa diária considerada a mais alta do mundo.
O Butão reajustou sua “taxa de desenvolvimento sustentável” para US$ 200 por dia, valor destinado a qualquer estrangeiro que deseje permanecer no país. O montante foi revisto em 2022, após a reabertura das fronteiras fechadas durante a pandemia.
Antes disso, o turismo já era restrito, com visitantes obrigados a contratar pacotes completos que custavam em média US$ 250 por dia. A mudança manteve o alto custo e ampliou a autonomia do viajante, mas não diminuiu a barreira financeira, tornando o destino acessível a poucos.

A estratégia butanesa de restringir o turismo
Segundo o governo local, o objetivo da taxa elevada não é gerar lucro, mas financiar ações de preservação da natureza, qualificar serviços e evitar impactos do turismo de massa. O país é um dos únicos do mundo classificados como carbono negativo, e autoridades afirmam que todo o dinheiro arrecadado é reinvestido em melhorias ambientais e estruturais.
O controle rígido também ajuda a manter tradições culturais e definir quem chega ao território, priorizando visitantes realmente interessados na experiência. Operadoras de turismo relatam que trilhas e circuitos tradicionais ficaram quase 50% mais caros após o reajuste, afastando ainda mais o público geral.
A própria liderança política reforça que o Butão não tem interesse em se promover internacionalmente e pretende manter um turismo de baixo volume e alto valor. Assim, apesar de não proibir brasileiros, o país acaba se tornando um dos destinos mais difíceis e caros do mundo para visitar.





