A África do Sul anunciou medidas para simplificar a entrada de turistas estrangeiros. O foco está na ampliação de vistos digitais e na atração de mercados estratégicos. Parceira do bloco BRICS, a nação africana quer facilitar o acesso também para brasileiros. A estratégia combina tecnologia, promoção internacional e ajustes operacionais.

Visto digital ganha protagonismo
O governo sul-africano expandirá o sistema eletrônico de vistos para reduzir burocracia. Testes realizados durante o G20 em Joanesburgo validaram a plataforma para cidadãos de países como China e Índia. A iniciativa é liderada pela ministra do Turismo, Patricia de Lille. Segundo ela, a campanha internacional destacará a praticidade do modelo digital.
Além do e-Visa, o país utiliza a ETA (Electronic Travel Authorization). O sistema permite autorização on-line para estadias curtas, sem necessidade de comparecer a consulados. Desde 2025, também está em vigor o Trusted Tour Operators Scheme. O programa autoriza operadoras credenciadas a solicitar vistos eletrônicos para grupos, com resposta em poucos dias.
Meta ambiciosa até 2030
A expectativa oficial é atingir 15,6 milhões de turistas internacionais por ano até 2030. Para isso, China e Índia são considerados mercados prioritários. O Conselho Empresarial de Turismo local projeta atrair cerca de 500 mil visitantes anuais de cada um desses países. A meta inclui ampliar rotas aéreas e negociar mais voos diretos.
O governo também adapta serviços para atender preferências culturais e digitais. Há iniciativas para integração de sistemas de pagamento e treinamento específico no setor gastronômico. Autoridades destacam que o turismo tem impacto direto na economia nacional.
A cada 13 visitantes estrangeiros, um emprego permanente é gerado, além de vagas indiretas. Com a digitalização e campanhas direcionadas, a África do Sul busca consolidar sua posição como destino competitivo. A flexibilização de vistos é vista como eixo central dessa estratégia.





