Uma pequena localidade do Nordeste guarda um papel relevante no setor mineral brasileiro. Mesmo com população reduzida, o território concentra uma jazida que movimenta investimentos e amplia a presença da região no mercado de gemas. A mineração ali desenvolvida coloca o município em posição estratégica dentro da produção nacional.
Localizada a cerca de dez quilômetros de Nordestina, na Bahia, a mina Braúna está próxima ao Rio Itapicuru. A área é praticamente plana e, apesar da importância econômica, permanece pouco conhecida fora do setor mineral.
Diamante

Potencial mineral do Nordeste
O Nordeste possui ampla diversidade de recursos minerais e se destaca por atividades ligadas ao petróleo, ao gás natural e à produção de gesso. A região responde por grande parte da produção nacional de gipsita e abriga depósitos metálicos, não metálicos, gemas e minerais industriais.
Entre as jazidas de destaque estão cromita, ouro, titânio, calcário, fosfato, magnesita, potássio, sal gema e rochas ornamentais. Nesse contexto, a mineração de diamantes ganha relevância estratégica para a economia regional.
A mina Braúna é considerada uma das maiores jazidas de diamantes da América Latina. O empreendimento está sob responsabilidade da empresa canadense Lipari Mineração Limitada, que investiu mais de cem milhões de dólares no desenvolvimento do projeto.
A Bahia é o maior produtor de diamantes extraídos em rocha matriz no Brasil e ocupa a segunda posição na produção de esmeraldas. O estado também se destaca como principal produtor de quartzo rutilado, com foco no mercado externo.
Outro destaque é a Cooperativa Mineral da Bahia, localizada na Serra de Carnaíba, em Pindobaçu. A cooperativa atua desde 2006 com Permissão de Lavra Garimpeira e concentra a produção de esmeraldas na região, local também possui relevância econômica comprovada





