O Brasil caminha para encontrar uma possível alternativa aos mosquitos transmissores da dengue. Depois de tempos sofrendo com as mazelas da doença, pesquisas de uma startup do país desenvolveram uma armadilha capaz de infectar os insetos que tenham o vírus. Assim, diminui a expectativa de vida do animal e, consequentemente, a taxa de transmissão.
O avanço ainda impactaria na redução dos casos de Zika e Chikungunya, que também chegam aos humanos a partir do mosquito Aedes aegypti. As grandes inovações dos pesquisadores e pesquisadoras brasileiras estão nos fatos de utilizar uma impressora 3D para a produção do material biodegradável e na ausência de inseticidas. Ou seja, o custo cai relativamente.
Por enquanto, a armadilha ainda não está disponível para uso pelas autoridades de saúde e controle do Brasil. O doutor em medicina tropical e um dos fundadores da startup, Walmirton D’Alessandro, porém, afirmou que a tecnologia já passou pelas fases iniciais de testes com sucesso. Agora, os experimentos continuam antes da disponibilização para situações reais.

Armadilha contra a dengue colhe dados para a vigilância
O benefício do material biodegradável em 3D não é apenas “machucar” os mosquitos que estejam contaminados pelos vírus. O aparelho também terá função estratégia para as autoridades de saúde por conta da possibilidade de medir temperatura, umidade e pressão dos ambientes. Logo, monitorar áreas com maior probabilidade de reprodução dos insetos.
A população brasileira aguarda ansiosamente para saber se haverá uma resposta eficaz contra uma doença que já causou muitos danos. Hoje em dia, a dengue perdeu um pouco de espaço entre as preocupações das pessoas, mas é muito importante que a “guarda não baixe” nesses momentos de intenso calor e proliferação de insetos.





