A Placa Mercosul, implementada no Brasil a partir de 2017, continuará sendo exigida em 2026, mas a obrigatoriedade não se aplica a todos os veículos de forma automática. A antiga placa cinza segue válida e aceita em todo o território nacional, desde que esteja em bom estado e a documentação do carro esteja regularizada.
A troca para o modelo Mercosul será exigida apenas em situações específicas, evitando que motoristas precisem substituir a placa sem necessidade. Os casos em que a Placa Mercosul será obrigatória incluem veículos zero km, que já sairão da concessionária com o novo padrão, e carros usados que passarem por transferência de propriedade.
Também será exigida quando houver mudança de município ou estado, alteração de categoria do veículo, ou reposição de placa danificada, ilegível ou furtada. A fabricação de placas cinza foi interrompida, tornando inevitável a adoção do novo modelo nesses casos.

Novidades no visual e regulamentação
A Placa Mercosul apresenta fundo branco para todos os veículos, com cores diferentes de fonte e borda de acordo com a categoria: preta para carros particulares, vermelha para comerciais, azul para oficiais, dourada para diplomáticos, verde para veículos especiais e cinza prateado para colecionadores.
O padrão alfanumérico também mudou: antes eram três letras e quatro números; agora são quatro letras e três números, aumentando significativamente as combinações possíveis. Uma das principais críticas ao modelo Mercosul foi a ausência do nome da cidade e da sigla do estado.
Em 2024, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 3214/2023, que prevê a retomada obrigatória dessas informações nas placas. Se aprovado definitivamente, o novo padrão deverá identificar novamente o estado e o município de origem do veículo.




