A Amazônia é uma grande área de biodiversidade no Planeta Terra. Muitas espécies da fauna e da flora que existem, marcam presença na região que abrange não só o Brasil, como alguns países vizinhos na América do Sul. Algumas, aliás, nem foram identificadas, outras já estão presentes nos livros de ciências.
Como é caso da Zamia urarinorum. Provavelmente você não conhecerá esta espécie de planta com esse nome. Contudo, não pense que um outro nome ou a foto te ajudará a reconhecer. Uma equipe internacional de cientistas do Instituto de Pesquisa da Amazônia Peruana (IIAP) da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP) acabou de descobri-la.
Trata-se de uma planta que pertence ao grupo das cicadáceas e conviveram junto aos dinossauros há milhões de anos. Não à toa, esse grupo é conhecido entre os pesquisadores como fósseis vivos. Possui uma resiliência impressionante para sobreviver a condições extremas ao longo do tempo.
O caso fica mais especial para a comunidade científica e, especialmente, os pesquisadores do IIAP. Foi a primeira vez que se encontrou a Zamia urarinorum em um solo alagado, em decorrências das típicas inundações de florestas tropicais. A possibilidade se deu pela tolerância à privação de oxigênio.

Como que é a planta da época dos dinossauros?
A morfologia dessa espécie, como era de se esperar, é única, com caules delgados e folhas extensas. O comprimento máximo é de 2,5 metros com desenvolvimento de cones em tons de marrom e verde-amarelado a depender do gênero.
Apesar da “idade avançada”, a Zamia urarinorum é fundamental para brejos de palmeiras e as florestas. A espécie contribui para a regulação hídrica e o armazenamento de carbono no ecossistema. Com isso, torna-se vital para o equilíbrio do solo e a biodiversidade local.





