O principal rio do Sul do Brasil que vem registrando a presença de piranhas é o Rio Uruguai, especialmente em trechos localizados no Rio Grande do Sul. A espécie mais observada é a palometa, também conhecida como piranha-vermelha (Pygocentrus nattereri). Embora seja nativa da bacia do Rio Uruguai, sua expansão para outras áreas tem gerado atenção de pescadores, pesquisadores e órgãos ambientais.
Nos últimos anos, registros da espécie passaram a ocorrer com mais frequência em rios e lagos que não faziam parte de sua distribuição natural. Esse avanço é associado a fatores como enchentes, conexões artificiais entre bacias e introduções acidentais.

Avanço da espécie e áreas afetadas
Além do Rio Uruguai, afluentes importantes também passaram a apresentar registros de piranhas. O Rio Jacuí é um dos casos mais citados, com relatos de prejuízos para pescadores devido a ataques a peixes capturados e danos frequentes às redes. A presença constante da espécie indica adaptação ao ambiente e capacidade de reprodução em áreas fora do seu núcleo original.
O Lago Guaíba e o Rio dos Sinos também entraram no mapa de monitoramento. Esses locais passaram a registrar ocorrências após grandes eventos de cheia, que facilitaram o deslocamento dos peixes entre sistemas hídricos conectados.
Apesar da preocupação, especialistas apontam que o risco de ataques a banhistas é considerado baixo, já que o comportamento agressivo ocorre principalmente em disputas por alimento ou defesa.
A expansão das piranhas no Sul do Brasil está ligada, em grande parte, à ação humana. Transbordamentos de açudes e lagos particulares durante enchentes podem ter contribuído para a dispersão da espécie. Além disso, a ausência de predadores naturais em algumas áreas favorece o crescimento populacional.





