O que aconteceria se o Sol recebesse uma quantidade muito grande de água? Se um planeta inteiro de água fosse jogado em direção ao astro? Se você pensou que ele seria apagado pelo líquido, pensou errado. Aliás, aconteceria justamente o contrário.
A ideia de que o Sol é feito de fogo é um dos erros intuitivos mais comuns da astronomia, o que faz cair por terra o pensamento de que ele apagaria feito uma fogueira. O que a ciência diz é o oposto: o astro ficaria ainda mais quente e brilhante se fosse atingido por uma quantidade absurda de água.
O fogo é uma reação química que precisa de oxigênio. A água apaga o fogo porque resfria o combustível e corta o suprimento de oxigênio. O Sol, por sua vez, não queima no sentido químico. Ele é um reator de fusão nuclear, que se mantém aceso pela pressão gravitacional esmagadora contida em seu núcleo, que força os átomos de hidrogênio a se fundirem, assim liberando energia.

Ao chegar perto do astro, as moléculas de água (Hidrogênio e Oxigênio) desintegrariam com o calor intenso. O hidrogênio é o principal combustível do Sol e colocaria mais lenha para a fusão nuclear. Já o oxigênio aceleraria a fusão nuclear em estrelas massivas.
Além disso, um planeta de água faria aumentar a massa do Sol. Mais massa significa mais gravidade. A gravidade comprime com mais força o núcleo da estrela, fazendo elevar a temperatura e a taxa de fusão nuclear. O resultado seria um Sol brilhando com muito mais intensidade e emitindo mais radiação.
Terra sofreria as consequências da água no Sol
Imaginando que o planeta de água fosse comparável à massa do Sol, esse movimento provocaria mudanças na zona habitável do Sistema Solar. A Terra, por exemplo, ficaria quente demais para sustentar a vida como a conhecemos.
O astro por sua vez, poderia deixar de ser amarelo e se tornar branco ou azul, ficando muito mais instável. Em suma, jogar água no Sol seria como tentar apagar um incêndio jogando gasolina de alta octanagem. Ele não apagaria, ficaria ainda mais intenso.





