O Santos FC deu início, na última segunda-feira, a um novo e ambicioso ciclo de modernização estrutural na Vila Belmiro, com a abertura das obras de ampliação do estádio. A primeira fase dos trabalhos está concentrada na tradicional arquibancada Cosmo Damião, setor que historicamente abriga torcidas organizadas e concentra parte importante do ambiente mais vibrante dos jogos.
O projeto, no entanto, vai muito além dessa etapa inicial. A iniciativa prevê uma reconfiguração ampla do espaço, com a implantação de novos camarotes, áreas comerciais destinadas a lojas e uma praça de alimentação estruturada para receber até sete restaurantes. A proposta é transformar o estádio em um complexo mais moderno, multifuncional e atrativo também fora dos dias de partida.
Entre as melhorias planejadas, estão ainda a instalação de novos elevadores, readequação dos acessos ao público e uma área de bilheteria mais moderna e eficiente, visando facilitar o fluxo de torcedores. Outro destaque será a colocação de um painel de LED na fachada do estádio, com três metros de altura por 12 metros de comprimento, instalado na esquina das ruas Princesa Isabel e Tiradentes, reforçando a identidade visual do local.
As intervenções fazem parte de um investimento estimado entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões. A previsão atual é de que as obras sejam concluídas até dezembro deste ano, caso o cronograma seja mantido sem atrasos significativos ao longo da execução.
A diretoria do clube avalia que a modernização pode gerar impacto financeiro positivo no médio e longo prazo. A expectativa é que, com a ampliação da capacidade de serviços e a diversificação das fontes de receita, o valor investido seja compensado com o aumento da arrecadação e maior exploração comercial do espaço. A reforma é vista como estratégica para o futuro do clube e para a valorização de sua casa histórica, o Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro).





