São Paulo trabalha nos bastidores para definir o substituto de Roger Machado depois de ter sido demitido com a eliminação na Copa do Brasil diante do Juventude, e Dorival Júnior aparece como o principal alvo da diretoria. A movimentação ganhou força após a divulgação dos valores envolvidos na negociação, porque o treinador recebia um salário elevado.
A diretoria são-paulina trata o nome de Dorival como unanimidade após a saída de Roger. A tendência é que uma reunião aconteça na manhã desta quinta-feira (14), quando a cúpula do clube deve avançar nas tratativas e discutir oficialmente uma proposta ao treinador.
Dorival Júnior está livre no mercado desde que deixou o Corinthians. No entanto, o principal obstáculo para o São Paulo envolve a parte financeira, já que o técnico tinha um custo mensal considerado muito acima do padrão atual adotado pelo clube.
Salário de Dorival vira principal entrave
Segundo as informações reveladas nos bastidores, Dorival Júnior recebia cerca de R$ 2,5 milhões por mês no Corinthians. Considerando toda a comissão técnica, os custos chegavam entre R$ 2,8 milhões e R$ 3 milhões mensais.
O assunto ganhou destaque após um áudio vazado de Harry Massis Júnior. Na gravação, o presidente do São Paulo comentou que conversou com o mandatário do Corinthians e classificou os valores pagos ao treinador e sua comissão como uma loucura.
Mesmo assim, o São Paulo pretende insistir na contratação. A ideia da diretoria é oferecer um valor menor do que Dorival recebia anteriormente, mas aumentar os esforços financeiros para convencer o treinador a assumir o comando da equipe.
Enquanto isso, os números envolvendo Roger Machado ajudam a explicar o tamanho da diferença financeira. O treinador demitido recebia aproximadamente R$ 700 mil mensais, enquanto o custo total de sua comissão técnica girava na casa de R$ 1 milhão por mês.
Rui Costa também vive momento de pressão
Além da definição do novo treinador, outro tema passou a movimentar os bastidores do São Paulo nos últimos dias. O executivo de futebol Rui Costa ficou em situação delicada após a demissão de Roger Machado e agora possui futuro indefinido dentro do clube paulista.
Harry Massis vem sofrendo pressão de aliados políticos nos bastidores. Alguns integrantes chegaram a ameaçar romper apoio ao presidente caso Rui Costa permaneça no cargo, cenário que aumentou ainda mais a tensão interna após a eliminação na Copa do Brasil.
A derrota e a saída de Roger Machado provocaram cobrança sobre os dirigentes. Justamente por isso, a reunião prevista para esta quinta-feira ganhou importância para o departamento de futebol do São Paulo.

Reunião deve definir próximos passos
Após a partida em Caxias do Sul, a delegação são-paulina deixou o estádio por volta das 23h30 em direção ao Aeroporto de Porto Alegre. O grupo embarcou rumo à capital paulista e tinha previsão de chegada durante a madrugada desta quinta-feira (14).
A expectativa interna é que a reunião marcada para aproximadamente 10h defina os próximos passos do clube. Dorival Júnior segue como prioridade absoluta da diretoria, porque seu nome é tratado como consenso entre os dirigentes após a saída de Roger Machado.
Mesmo diante das dificuldades financeiras, o São Paulo avalia esticar a corda para tentar fechar acordo com Dorival. O clube entende que a contratação pode representar uma mudança importante no ambiente interno, em um momento de forte pressão política e cobrança por resultados.





