A Argentina vem chamando atenção na Copa do Mundo por um aspecto pouco comum entre as seleções de alto rendimento: a baixa intensidade física em comparação aos adversários. Mesmo sendo a segunda equipe que menos realizou piques e menos percorreu distâncias em alta velocidade entre as 48 participantes do torneio, os argentinos chegam à reta decisiva da competição com a possibilidade de conquistar o título mundial.
A estratégia adotada pela equipe sul-americana passa diretamente por Lionel Messi. Em vez de exigir do craque uma participação intensa durante os 90 minutos, o time se organizou para atuar em um ritmo mais controlado, preservando o camisa 10 para os momentos decisivos das partidas. A proposta tem funcionado e permitido que o astro permaneça em campo durante todo o jogo, mantendo sua capacidade de decidir nos instantes finais.
Os números do Mundial reforçam essa característica. Em todos os cinco compromissos disputados até agora, a Argentina percorreu uma distância total inferior à de seus adversários. A diferença variou entre 615 metros e 5,5 quilômetros a menos em relação aos oponentes. Ainda assim, a equipe venceu todos os confrontos, feito alcançado apenas pela França nesta edição do torneio.
Outro dado curioso é que os argentinos tiveram maior posse de bola em apenas uma partida, diante da Argélia, quando registraram 52% contra 48% do rival. Além disso, somente no duelo contra Cabo Verde a seleção correu mais em alta velocidade do que o adversário.
As estatísticas levam em consideração a distância percorrida e o número de arrancadas por minuto jogado, ajustando os dados para partidas com prorrogação e diferentes tempos de acréscimos.









