O mercado internacional de ouro registrou movimentos expressivos em 2025, impulsionados pela forte valorização do metal. Nesse cenário, o Cazaquistao surpreendeu ao assumir a segunda posição global em volume de compras no ano.
Foram adquiridas 57 toneladas, colocando o país à frente de economias mais conhecidas do público. A estratégia chamou atenção por marcar uma mudança relevante na condução das reservas internacionais.

Valorização histórica impulsiona compras
A corrida pelo metal ocorreu em meio a um ciclo de alta considerado histórico. Analistas apontam que o ouro se consolidou como o ativo de proteção mais rentável de 2025.
Entre os cinco maiores compradores do ano também aparecem o Brasil, com 42,8 toneladas, além de Uzbequistao e Quirguistao, ambos com volumes inferiores a 10 toneladas.
No recorte mais amplo, de 2020 a 2025, a liderança acumulada ficou com a China, que somou 358 toneladas adquiridas. A India também se destacou no período, com 245,3 toneladas.
Mudança de estratégia nas reservas
O movimento do Cazaquistão representa uma inflexão estratégica. Nos últimos anos, o país figurou entre os principais vendedores líquidos de ouro no mercado internacional.
Entre 2022 e 2024, o banco central local reduziu significativamente suas posições, alienando mais de 118 toneladas. A medida buscava reforçar liquidez e diversificar ativos em carteira.
Em 2025, porém, a política foi revista e a recompra ganhou força. A decisão reflete maior apetite por ativos considerados porto seguro diante da volatilidade global.
No campo das vendas, a Russia apareceu entre os maiores ofertantes do ano, com 6,2 toneladas negociadas. O rearranjo evidencia como bancos centrais ajustam reservas conforme o ciclo econômico e cambial.





