A preparação para o sorteio da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo inesperado após o Irã anunciar sua ausência. A decisão ocorreu quando a delegação teve a maior parte dos pedidos de visto negados.
Mesmo classificada para o Mundial, a seleção decidiu boicotar a cerimônia como forma de protesto diplomático. O gesto simbolizou a insatisfação diante das restrições impostas aos representantes iranianos.

O sorteio estava marcado para 5 de dezembro nos Estados Unidos e reuniria todas as equipes qualificadas. A ausência iraniana chamou atenção porque apenas quatro membros receberam autorização de entrada.
A limitação impediu a participação institucional plena da delegação. Para Teerã, a medida ultrapassou o campo esportivo e reforçou tensões políticas já existentes.
Tensões diplomáticas influenciaram a decisão
O porta-voz da federação, Amir Mehdi Alavi, afirmou à TV estatal que o veto não esteve relacionado ao futebol. Ele explicou que a entidade notificou a Fifa e confirmou que a equipe não viajaria.
A concessão restrita incluía o técnico Amir Ghalenoei e alguns dirigentes autorizados. Porém, figuras consideradas essenciais ficaram fora da lista aprovada para a entrada no país.
Entre os barrados estava o presidente da federação, Mehdi Taj, cuja ausência inviabilizou a viagem. Jornalistas iranianos relataram grande frustração com a situação.
A indignação aumentou porque o sorteio define os primeiros passos da equipe na competição. Para Teerã, o boicote foi também um sinal de repúdio à política externa americana.
As relações entre os dois países viviam instabilidade desde o início de 2025. A tensão cresceu após ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas.
O clima agravado ampliou o risco de negativas diplomáticas contra representantes iranianos. Para autoridades do país, o caso reforçou um padrão já percebido em outras ocasiões.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que já temia a recusa dos vistos. Esse receio vinha de episódios recentes envolvendo delegações esportivas e diplomáticas.





