A Dinamarca implementou uma mudança nas regras do serviço militar, tornando obrigatório o alistamento para mulheres a partir dos 18 anos. A medida, que passa a valer em 1º de julho de 2025, prevê que mulheres deverão se apresentar e passar por avaliação física. Caso o número de voluntárias não seja suficiente, homens e mulheres aptos fisicamente serão selecionados por sorteio.
O objetivo é aumentar o número de recrutas anuais de 4,7 mil para 6,5 mil até 2033, reforçando a defesa nacional. O serviço obrigatório será estendido de quatro para onze meses, divididos em cinco meses de treinamento básico e seis de treinamento operacional.
Atualmente, a Dinamarca possui 9 mil militares ativos, e o aumento do contingente visa garantir capacidade operacional adequada frente às mudanças na segurança europeia. A antecipação da lei, prevista inicialmente para 2027, reflete a necessidade de ajustar o efetivo às novas demandas.

Sorteio e adaptação das Forças Armadas
O sorteio para recrutamento de mulheres segue critérios de aptidão física, garantindo igualdade com os homens. A Dinamarca segue o exemplo de outros países nórdicos, como Suécia e Noruega, que adotaram serviço militar obrigatório para ambos os sexos em 2017 e 2013, respectivamente. A medida permite que o país aumente o efetivo militar sem depender exclusivamente de voluntários.
Além da expansão do serviço e do sorteio, as Forças Armadas dinamarquesas estão adaptando instalações e equipamentos para atender a um número maior de mulheres. O governo também anunciou aumento dos gastos com defesa para mais de 3% do PIB, alinhando o país às diretrizes da Otan.





