A mobilidade é um dos temas mais falados na atualidade, quando citamos o urbanismo. Com isso, é comum vermos obras cada vez maiores, principalmente de estradas e rodovias, que possam facilitar a locomoção dos brasileiros. Tanto é, que um bom exemplo disso vem do Sul do Brasil.
O Governo de Santa Catarina lançou nesta na última quarta-feira (24) o edital de licitação do primeiro trecho da ViaMar, uma nova rodovia de 145 quilômetros que ligará o Distrito Industrial de Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.
O projeto, considerado o maior investimento viário estadual das últimas décadas, prevê mais de R$ 8 bilhões em recursos e surge como uma alternativa para desafogar o intenso tráfego da BR-101.
Primeiro trecho já tem pontos definidos
O primeiro trecho a ser construído ficará entre Navegantes e Brusque, uma das regiões mais afetadas pelos congestionamentos no litoral catarinense.
Nesta etapa inicial, o Estado prevê um investimento de R$ 2,18 bilhões por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O lote prioritário terá 25,7 quilômetros de extensão, conectando importantes corredores logísticos e industriais da região.
De acordo com o projeto, a ViaMar contará com três faixas em cada sentido, totalizando seis pistas, e será a primeira rodovia catarinense planejada para velocidade operacional de até 120 km/h.
A expectativa é reduzir significativamente o tempo de viagem entre Joinville e Florianópolis, que atualmente pode ultrapassar três horas nos períodos de maior movimento.
Durante o lançamento do edital, realizado em Itajaí, o governador Jorginho Mello destacou a importância da obra para a mobilidade e o desenvolvimento econômico do estado. O projeto também prevê a possibilidade de adoção do sistema de pedágio eletrônico free flow, sem praças físicas e cancelas, embora o modelo ainda esteja em fase de estudos.
Com previsão de 60 dias para a conclusão da licitação e cerca de 42 meses para a execução do primeiro lote, a ViaMar é vista pelo governo estadual como uma obra estratégica para impulsionar a economia catarinense, melhorar a logística regional e oferecer uma nova alternativa aos motoristas que hoje dependem quase exclusivamente da BR-101.





