Trabalhadores com carteira assinada terão acesso a um novo benefício bilionário já nesta semana, com a liberação de mais de R$ 16 bilhões. A medida deve alcançar milhões de brasileiros e também permitirá o uso de parte dos recursos para renegociação de dívidas bancárias.
Os valores fazem parte de recursos ligados ao FGTS e serão destinados, principalmente, aos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. A autorização ocorreu por meio de uma medida provisória publicada pelo governo federal.
Segundo informações do Ministério do Trabalho, cerca de R$ 8,4 bilhões serão transferidos diretamente para contas bancárias dos beneficiários. A expectativa é atender mais de 10,5 milhões de trabalhadores, justamente aqueles que ficaram com valores bloqueados nas contas do fundo.
Quem já possui conta cadastrada no aplicativo do FGTS não precisará fazer nenhum procedimento adicional. No entanto, trabalhadores sem dados bancários registrados terão que procurar uma agência da Caixa Econômica Federal para retirar os recursos liberados.
Além disso, outra parte do dinheiro poderá ser utilizada no Desenrola 2.0 para pagamento de dívidas. Pelas regras anunciadas pelo governo, será possível usar até 20% do saldo disponível no FGTS, ou até R$ 1 mil, considerando o valor maior para negociação.

Governo detalha regras do saque e renegociação
O Ministério do Trabalho explicou que os valores do saque complementar serão retirados das contas do FGTS até a segunda-feira (25), enquanto os depósitos ocorrerão na terça-feira (26). Com isso, o trabalhador já poderá consultar quanto ainda restará disponível para negociar dívidas no Desenrola 2.0.
Lançado pelo governo federal no início de maio, o Desenrola 2.0 mira brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, atualmente em R$ 8.105. O programa inclui renegociação de dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e até mesmo contratos ligados ao Fies, com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90%.





