Após duas décadas de operação, a fábrica de galletitas Tía Maruca anunciou o fechamento definitivo de sua planta localizada em Albardón, na província de San Juan, Argentina. Este encerramento marca o fim de uma era para uma empresa que, durante anos, competiu com grandes multinacionais do setor.
A decisão de encerrar as atividades foi impulsionada pela crise econômica e a queda do consumo interno. O aumento nos custos de insumos, como farinha e açúcar, comprometeu a rentabilidade da produção.
Apesar das tentativas de reestruturar a dívida, o contexto inflacionário e a dificuldade de acesso a créditos tornaram insustentável a continuidade da empresa. Em fevereiro de 2026, a indústria manufatureira já apresentava uma queda de 8,7% em relação ao ano anterior, refletindo um cenário desolador.
Impacto sobre os funcionários da fábrica de biscoito
O fechamento da planta deixou dezenas de trabalhadores sem emprego. Os funcionários foram notificados da decisão por meio de telegramas, que confirmaram a rescisão imediata e sem aviso prévio.
Essa situação gerou protestos em frente à fábrica, com os trabalhadores exigindo a preservação dos postos de trabalho. A incerteza sobre as indenizações e o cumprimento das leis trabalhistas aumentou a tensão entre o sindicato e a diretoria da empresa. Tía Maruca foi fundada em 1998 como um empreendimento familiar com o objetivo de oferecer biscoitos de qualidade artesanal.
Com uma proposta de marketing que enfatizava o sabor caseiro, a empresa rapidamente conquistou espaço em supermercados e armazéns de todo o país. O crescimento foi tão expressivo que, em poucos anos, a Tía Maruca se tornou um nome reconhecido no setor.
Embora a marca tenha alcançado um marco significativo ao adquirir a planta de Dilexis em 2017, a expansão acelerada acabou tornando a empresa vulnerável às oscilações da economia argentina. A utilização da capacidade instalada da fábrica caiu para 52% no início de 2026, tornando os custos de produção inviáveis frente à concorrência de marcas de menor custo.





