Um dos vizinhos do Brasil vai construir uma usina nuclear e até já buscou ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) para isso. Trata-se do Paraguai, que firmou convênio com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organismo vinculado à entidade internacional.
O documento, Félix Sosa, assinado pelo presidente da companhia energética do Paraguai, e pelo argentino Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da AIEA, tem como foco as tecnologias para o desenvolvimento de reatores modulares pequenos (SMR, na sigla em inglês). O interesse do país sul-americano é avaliar a viabilidade da tecnologia atômica, visando diversificar sua matriz energética a longo prazo.
Antes de tudo, é um marco de cooperação técnica centrado no intercâmbio de conhecimentos, no fortalecimento das capacidades institucionais, bem como na avaliação de opções energéticas avançadas. Os eixos de trabalho entre as partes incluem análises técnica, econômica e financeira da tecnologia SMR.
Vizinho do Brasil se movimenta

As atividades também contemplam o planejamento energético, o acesso à informação não classificada, a adoção de boas práticas internacionais e a capacitação de técnicos da Ande. A iniciativa integra a Política Energética Nacional 2050 do Paraguai, coordenada pelo Vice-Ministério de Minas e Energia.
Documento não garante nada ao Paraguai
Embora seja um passo importante, o convênio não tem caráter vinculante e não implica obrigações jurídicas ou financeiras entre as partes. Ele está limitado a estabelecer uma plataforma de cooperação institucional.
Vale destacar que Brasil e Argentina já utilizam a tecnologia, com as usinas nucleares de Angra (I e II), no Brasil, e de Atucha (I e II) e Embalse, na Argentina.
Brasil e Paraguai são vizinhos que possuem laços geográficos, históricos e culturais.
São alguns dos marcos dos laços políticos existentes entre os países a construção da Ponte Internacional da Amizade, da Usina Hidrelétrica de Itaipu e a assinatura do Tratado de Assunção.





