Um vulcão localizado na Antártida, é um dos vulcões mais ativos do planeta e apresenta uma característica incomum: ele expele ouro. Diariamente, o vulcão libera cerca de 80 gramas de ouro, o que equivale a aproximadamente R$ 32 mil.
Essa peculiaridade torna o Monte Érebo um objeto de interesse para cientistas e curiosos. Ele está situado na Ilha Ross, parte do Anel de Fogo do Pacífico, uma região que abriga cerca de 1.600 vulcões ativos.
Com uma elevação de 3.700 metros, o vulcão foi avistado pela primeira vez em 1841, quando já estava em erupção. Sua atividade inclui a expulsão de nuvens de gás e vapor, além de fenômenos como a “bomba vulcânica”, que envolve a ejeção de blocos de rocha parcialmente derretida.
Mecanismo de expulsão do ouro
O ouro é expelido pelo vulcão em minúsculos cristais metálicos, que podem medir até 20 micrômetros. Especialistas da Agência Espacial Americana (Nasa) explicam que o vulcão se localiza sobre uma fina camada de crosta terrestre, o que facilita a ascensão da rocha derretida.
Essa rocha transporta o minério até a superfície, onde se cristaliza. Pesquisadores também identificaram vestígios de ouro no ar a mil quilômetros de distância do Monte Érebo, evidenciando a dispersão do material.
Devido à sua localização remota, a atividade do Monte Érebo é monitorada via satélites, conforme informações do Instituto Smithsonian. Apesar de sua curiosidade científica, o vulcão também é lembrado por um trágico acidente aéreo.
Em 28 de fevereiro de 1979, um voo da Air New Zealand colidiu com a lateral do vulcão, resultando na morte de todas as 257 pessoas a bordo. O voo era um passeio turístico que partia de Auckland, na Nova Zelândia, com destino à Antártida.
Durante a investigação do acidente, foram encontradas câmeras dos passageiros que registraram imagens momentos antes do impacto. As fotografias mostraram que a visibilidade era adequada, mas acredita-se que um “apagão” tenha causado a tragédia.





