Uma das maiores descobertas recentes do setor mineral brasileiro veio à tona com a identificação da quarta maior jazida de bauxita do mundo. O depósito, localizado no Pará, alcança áreas de Oriximiná, Terra Santa e Faro, e integra um novo ciclo de expansão da Mineração Rio do Norte (MRN). O projeto, que receberá R$ 5 bilhões em investimentos, deve se tornar um dos principais vetores de desenvolvimento econômico da região amazônica nos próximos anos.
Projeto deve garantir fornecimento estratégico de alumínio por mais de uma década
Batizada de Novas Minas, a iniciativa já conta com licenças prévias do Ibama e prevê cerca de 15 anos de operação contínua. A bauxita extraída no local é essencial para a produção do alumínio — metal amplamente utilizado na indústria global, especialmente em setores que exigem materiais leves, resistentes e recicláveis, como o automotivo, o de embalagens e o de energia renovável.
A crescente busca por tecnologias sustentáveis tem ampliado a demanda pelo alumínio, o que torna o novo projeto um ponto estratégico para as exportações brasileiras.

Descoberta fortalece setor mineral e impulsiona a economia brasileira
O anúncio ocorre em um momento de alta no desempenho da mineração nacional. Em 2025, o país já registrava crescimento na produção e no volume exportado, contribuindo para a balança comercial. A nova jazida deve ampliar ainda mais a presença do Brasil no mercado internacional e consolidar sua posição entre os principais fornecedores de bauxita e alumínio no mundo.
MRN intensifica ações socioambientais na região amazônica
Um dos destaques do Projeto Novas Minas é o conjunto de medidas socioambientais planejadas para acompanhar a operação. A MRN desenvolveu um Plano de Gestão Ambiental e um Plano Básico Quilombola, ambos definidos em diálogo com comunidades locais. As ações incluem iniciativas de preservação da floresta, mitigação de impactos e projetos voltados à saúde, educação e qualificação profissional.





